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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Rejeição pelos pais
"Muitos que se recusam a tomar completamente seus pais procuram compensar essa carência e, então, talvez busquem a realização pessoal ou a iluminação espiritual. A busca dessas metas não passa, neste caso, de uma busca secreta do pai não tomado ou da mãe não tomada. Contudo quem rejeita seus pais rejeita a si mesmo e sente-se, nessa mesma medida, irrealizado, cego e vazio."
Bert Hellinger
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Infância feliz
"Muitas vezes ficamos imaginando como seria uma infância realmente feliz e o que nos prepararia melhor para a vida. Isto é, pais amorosos, infalíveis, sensíveis, sempre presentes, sempre nos estimulando e nos protegendo de tudo que há de nocivo. Como esses filhos se sentem mais tarde na vida? O que sabem sobre a dureza da vida e das exigências que faz? O quão eficazes serão? Quando se trata de sobreviver diante de grandes dificuldades, muitas vezes se encontram em desvantagem em relação às crianças que tiveram uma infância difícil.
Na Alemanha, geralmente comparo estudantes universitários com os meninos de seis, sete anos daqui, da América Latina, que ficam vendendo jornais. Como são fortes e independentes. O quanto já se sentem corresponsáveis pelo sustento de sua família e contribuem naturalmente para ele. Quanta vivacidade e força interna.
Considero-os profundamente. Sabem algo sobre a dureza da vida e o que, em última instância, ela exige de nós."
Bert Hellinger
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domingo, 24 de janeiro de 2016
Ensinem os filhos a falhar
"... O processo de humanização começa pelo entendimento de que jamais haverá a satisfação completa. É esse o curso saudável das coisas. Se os pais boicotam esse processo, podem estar cometendo um erro." - Jean-Pierre Lebrun
Nos últimos 30 anos, a ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem desabando progressivamente. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, uma das principais referências na Europa no estudo sobre mudanças nas relações entre pais e filhos. Mas, para tanto, é preciso aprender a negociar com os filhos mantendo a autoridade. Leia abaixo os principais trechos da entrevista que Lebrun concedeu à revista Veja quando no Brasil para o 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito.
Link: http://www.fronteiras.com/entrevistas/ensinem-os-filhos-a-falhar
Nos últimos 30 anos, a ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem desabando progressivamente. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, uma das principais referências na Europa no estudo sobre mudanças nas relações entre pais e filhos. Mas, para tanto, é preciso aprender a negociar com os filhos mantendo a autoridade. Leia abaixo os principais trechos da entrevista que Lebrun concedeu à revista Veja quando no Brasil para o 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito.
Link: http://www.fronteiras.com/entrevistas/ensinem-os-filhos-a-falhar
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Os Filhos em Relação aos Pais
- O que Aprendi com a terapeuta Paula Sentieiro e as suas Constelações Familiares -
O aprendizado tem sido intenso, as descobertas, gratificantes e os resultados enriquecedores em todos os sentidos.
Reconheço a atuação da Força Conhecedora, assim denominada por Bert Hellinger (pai das Constelações Familiares) que permeia tudo e a todos, sem fazer distinção, nem deferência.
Saber a respeito das Ordens do Amor é algo que nos liberta de pesos desnecessários e fracassos e mais fracassos inexplicáveis.
Partilho convosco o que aprendi a respeito das relações entre filhos e pais, que é essencial para darem uma volta nas vossas vidas:
1º Os filhos são pequenos (SEMPRE, mesmo adultos) e os pais são grandes. Para que a vida do filho não fracasse, ele não deve tentar colocar-se no lugar de qualquer dos pais, para lhes evitar a morte ou o sofrimento. Os pais são grandes e farão o que e até onde puderem;
2º Os filhos devem honrar os seus pais (ainda que não os tenham conhecido, que tenham sido abandonados), pois estes deram-lhes o dom da vida e isso já é tudo. Quando os filhos aceitam os pais que têm, como os certos para si, da forma como os pais são, têm êxito profissional e afetivo. Os pais dão e os filhos tomam tudo o que lhes é dado.
3º As filhas que se julgam melhores que suas mães, fracassam, pois não as honram e fazem-se grandes e julgam as suas mães pequenas; com isso invertem, a Ordem do Amor, caem e fracassam. As leis que as atingem são tal e qual a lei da gravidade, não diferenciam quem é bom ou mau, o justo do injusto, simplesmente, atingem a todos que as desafiarem, ainda que de forma "inocente";
4º Reconhecendo que as suas mães são melhores do que elas, que as suas mães são as melhores mulheres para os seus pais, as filhas passam a necessitar de um parceiro, porque o pai delas, deixa de ser "seu marido"; voltam a ser pequenas e reconhecem as suas mães como grandes; com isso a Ordem é estabelecida e a vida dessas filhas torna-se próspera. Agora poderá encontrar um homem para amar de verdade; (o mesmo ocorre com os filhos e os seus pais).
Comece a reverenciar os seus pais da seguinte forma:
Escolha um momento e local que não seja interrompido até ao término da conexão.
Use o mesmo exemplo apenas trocando a palavra "mãe" para "pai" se for o seu caso, ou ainda, para um e em seguida para o outro, se lhe falta o reconhecimento de ambos (mesmo que já tenham falecido).
Faça de coração, de olhos abertos, pessoalmente ou não, pode usar uma foto ou dirigir o seu olhar para o infinito, certo de que está conectado à energia dos seus pais.
"Querida mamãe, obrigada, do fundo do meu coração, obrigada. Você é a mãe certa para mim e eu sou sua filha certa e real. Você é a melhor mulher para o papai, você é grande e eu sou pequena. Sim, eu a aceito como minha mãe, do jeito que você é. Sim, eu te amo e amo tudo aquilo que nos conduz."
Para você, diga: " Sim, eu me amo e amo aquilo que me conduz", então estará em sintonia consigo mesmo, respeitando-se exatamente como é, sem desejar que alguma coisa seja diferente do que é.
Obs.: Se você tem filhos de uniões anteriores, olhe cada um dos seus filhos ternamente nos olhos e diga-lhes com o coração aberto: "Querido filho, quando olho nos teus olhos, vejo teu pai. Amo teu pai (ainda que não o "ame" mais) e te amo, tu és o meu filho querido. Depois, é só comemorar!
A expressão "mamãe" e "papai" deve-se ao facto de, enquanto filhos, sermos sempre pequenos, e é nessa qualidade que nos deveremos colocar!
Beijo no coração de cada um de vocês! Eu vos amo e amo aquilo que nos conduz, verdadeiramente!
Recomendo o livro: Bert Hellinger - Histórias de Amor - Editora Atman (www.atmaneditora.com.br)
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sábado, 5 de dezembro de 2015
A figura paterna no desenvolvimento infantil
As consequências da rejeição de crianças e adolescentes pelos pais e a
influência que o olhar parental tem sobre aspectos importantes da
personalidade.
Link: http://www.fasdapsicanalise.com.br/a-figura-paterna-no-desenvolvimento-infantil/
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Pais violentos deixam danos por toda a vida
Geralmente associamos o termo “violência” à agressividade física, no entanto, esse problema também pode dar-se através da violência psicológica (a mais grave, no meu entender, por ser silenciosa e difícil de detetar!). A violência psicológica manifesta-se através de palavras que ferem moralmente, atitudes que buscam menosprezar os demais, e também através da indiferença. Todas essas atitudes acabam por ferir os filhos, de maneira consciente, ou não.
Link: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/pais-violentos-deixam-danos-por-toda-a-vida/#ixzz3tN9kvsM1
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
A dureza da vida
"Muitas vezes ficamos imaginando como seria uma infância realmente feliz e o que nos prepararia melhor para a vida. Isto é, pais amorosos, infalíveis, sensíveis, sempre presentes, sempre nos estimulando e nos protegendo de tudo que há de nocivo. Como esses filhos se sentem mais tarde na vida? O que sabem sobre a dureza da vida e das exigências que faz? O quão eficazes serão? Quando se trata de sobreviver diante de grandes dificuldades, muitas vezes se encontram em desvantagem em relação às crianças que tiveram uma infância difícil.
Na Alemanha, geralmente comparo estudantes universitários com os meninos de seis, sete anos daqui, da América Latina, que ficam vendendo jornais. Como são fortes e independentes. O quanto já se sentem corresponsáveis pelo sustento de sua família e contribuem naturalmente para ele. Quanta vivacidade e força interna.
Considero-os profundamente. Sabem algo sobre a dureza da vida e o que, em última instância, ela exige de nós." Bert Hellinger
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domingo, 22 de novembro de 2015
Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser FELIZ
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."
"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não nos chama para irmos ao cinema ou para comer um gelado."
"Não deixe que o trabalho se amontoe sobre a sua mesa e tape a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma a quem ama."
"Por cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Porque é que as semanas demoram tanto e os anos passam tão depressa?"
"Quantas reuniões teve esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, as vírgulas significam pausas..." "...e, quem sabe, talvez assim seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
TOMANDO E DESAFIANDO, RECIPROCIDADE
TOMANDO E DESAFIANDO
A quarta Ordem do Amor entre pais e filhos é que os pais são grandes e os filhos são pequenos. É apropriado que os filhos aceitem e os pais dêem. Porque os filhos recebem tanto, têm necessidade de balançar a conta. Faz-nos sentir incómodos quando aceitamos daqueles que amamos sem poder retribuir. Com os nossos pais nunca podemos corrigir o desequilíbrio porque eles dão sempre mais do que nós podemos retribuir.
Alguns filhos fogem da pressão da reciprocidade, da sensação de obrigação ou de culpa. Então dizem, "eu prefiro não receber nada e sentir-me livre da culpa e obrigação." Tais filhos fecham-se aos seus pais e sentem-se vazios e empobrecidos. O amor seria melhor servido se eles dissessem, "aceito tudo o que me derem com amor." Então poderiam olhar amorosamente para os seus pais, e os pais poderiam ver como os seus filhos eram felizes. Esta é uma maneira de aceitar, que consegue equilibrar, porque os pais sentem reconhecimento por este tipo de aceitação, com amor. E dão ainda de maior boa vontade.
Quando os filhos exigem, "vocês devem dar-me mais", então os corações dos pais fecham-se. Porque os filhos exigem, os pais não podem mais inundá-los voluntariamente de amor. É tudo o que essas exigências conseguem, elas proíbem o fluxo natural do amor. E os filhos exigindo, mesmo quando conseguem algo, não lhe dão valor.
RECIPROCIDADE
Entre pais e filhos, a reciprocidade em dar e receber é conseguida dando uns aos outros o que recebemos. Isto faz os pais muito felizes quando os filhos dizem, "eu recebo tudo o que me dás, e quando for grande, passá-lo-ei para os meus filhos." Os filhos não olham para trás quando dão desta maneira, eles olham em frente. Foi o que os seus pais fizeram, eles receberam dos próprios pais e deram aos seus filhos. Porque receberam tanto, sentem-se pressionados para dar abundantemente, e podem fazer isso.
É isto o que eu quero dizer sobre as Ordens do Amor entre pais e filhos.
Bert Hellinger
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MEDIDA DO FILHO
Adicionalmente à vida que os pais dão aos seus filhos, e ao que quer que seja que lhes dão enquanto os criam, há também os presentes que os pais dão, do que acumularam com os seus próprios esforços. Por exemplo, uma mãe é uma prendada pintora que pinta os quadros mais maravilhosos. Isto pertence a ela e não aos seus filhos. Se os seus filhos ficarem decepcionados porque não conseguem pintar quadros tão belos - embora não tenham o seu talento e não trabalhassem tão arduamente como ela - eles violam as Ordens do Amor. Não é assim que a vida funciona. O mesmo aplica-se à riqueza material. Os filhos que se sentem herdeiros da riqueza dos seus pais, e ficam decepcionados quando não o são, danificam o amor. Se herdarem a riqueza, então o amor estará bem servido quando a tratam puramente como uma dádiva.
Isto é importante porque se aplica também à culpa pessoal dos nossos pais. A culpa pessoal dos nossos pais pertence-lhes a eles, sozinhos. Acontece frequentemente que os filhos, sem o amor de seus pais, tomam a culpa deles e tentam carregá-la. Mas isto viola as Ordens do Amor. Tais filhos tentam presunçosamente fazer algo que não têm direito nenhum de fazer. Por exemplo, quando os filhos tentam expiar os erros dos pais, colocam-se acima de seus pais e tratam-nos como se os pais fossem crianças de que necessitam de tomar conta, e como se os filhos fossem os pais.
Não há muito tempo havia uma mulher num grupo cujo pai era cego e a mãe surda. Eles compensavam-se um ao outro muito bem. Mas a mulher sentiu que necessitava de cuidar dos pais, e quando nós construímos a sua constelação familiar, o seu representante agiu como se fosse grande e seus pais pequenos. Na constelação, a mãe disse-lhe que, "até que o teu pai queira, eu posso cuidar dele sozinha." E o pai disse-lhe que, "a tua mãe e eu estamos bem sozinhos. Não necessitamos de ti." Mas a mulher ficou mais decepcionada do que aliviada. Foi reduzida ao tamanho de filha, de criança.
Não conseguia dormir nessa noite. De facto, sofria de insónias. No dia seguinte, perguntou-me se eu a poderia ajudar. Eu disse, "as pessoas que não conseguem dormir às vezes acreditam que necessitam de vigiar algo." Então eu contei-lhe uma história de Borchert sobre um menino em Berlim após a guerra. Ele vigiava dia e noite o corpo morto do irmão para que os ratos não o comessem. Embora estivesse completamente esgotado, estava convencido que era obrigado a manter-se de vigia. Um homem caridoso veio ter com ele e disse-lhe, "de noite os ratos dormem." Então o menino caiu adormecido. Nessa noite, a mulher também dormiu.
A terceira Ordem do Amor entre pais e filhos é que respeitamos o que pertence aos nossos pais pessoalmente, e permitimos que façam o que somente eles podem e devem fazer.
Bert Hellinger
ANALISANDO O QUE OS PAIS DÃO ADICIONALMENTE por Bert Hellinger
Além de nos darem a vida, os nossos pais dão-nos também outras coisas. Alimentam-nos, animam-nos, cuidam de nós, e muito mais. Isto funciona bem quando a criança aceita o que lhe é dado, tal como lhe é dado. Regra geral, as crianças só aceitam o que necessitam, do que lhes é oferecido. Naturalmente há as exceções que nós todos compreendemos, mas regra geral, o que os pais dão aos seus filhos é o suficiente. Os filhos não podem ter tudo o que querem e nem todos os sonhos são realizados, mas normalmente, os filhos recebem bastante.
É consistente com as ordens do amor quando os filhos dizem aos seus pais, "vocês deram-me bastante, e é suficiente. Eu aceito isso de vós com apreciação e amor." Um filho que sinta isso, sente-se cheio e próspero, não importa o que pode ter ido antes. Tal filho poderia adicionar, "eu cuidarei do resto." Esta também é uma bonita experiência. E o filho poderia adicionar, "agora deixo-os em paz." O efeito destas frases é muito profundo. Os filhos têm os seus pais, e os pais têm os seus filhos. São simultaneamente separados e tornam-se independentes. Os pais terminaram o seu trabalho, e os filhos são livres para viver as suas vidas com respeito para com seus pais, sem serem dependentes deles.
Mas sinta o que se passa na alma quando você imagina os filhos a dizerem aos seus pais, "o que vocês me deram, primeiro, não foi a coisa certa, e segundo, não foi o suficiente. Vocês ainda me devem." O que é que os filhos recebem dos seus pais quando sentem desta maneira? Nada. E o que é que os pais recebem dos seus filhos? Também nada. Tais filhos não podem separar-se dos seus pais. Suas acusações e pedidos amarram-nos aos seus pais de modo que, embora estejam limitados a eles, não têm nenhum progenitor. Sentem-se então vazios, necessitados e fracos.
Esta é a segunda Ordem do Amor, que os filhos tomem o que os seus pais lhes dão para além da vida como ela é.
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UNICIDADE segundo Bert Hellinger
Há, entretanto, um outro mistério envolvido. Nomeadamente, aquilo que nós experimentamos é único, que cada um de nós tem algo pessoal que não pode ser duplicado e que é diferente do que têm os nossos pais. E isto também deve ser afirmado, seja fácil ou difícil, bom ou mau. Se olharmos claramente para o mundo e para as nossas próprias vidas, vemos então que tudo o que é e que tudo o que fazemos, pertence a um todo maior.
O que quer que façamos ou que recusemos fazer, para o que trabalhamos e ao que nos opomos, fazemos porque nós servimos a um todo maior ao qual não compreendemos. Se nos tornarmos íntimos deste todo maior, então experimentamos este serviço como uma tarefa ou uma chamada que não adiciona nada às nossas realizações pessoais se for bom, nem à nossa culpa pessoal se for terrível. Simplesmente somos chamados para servir. Quando olhamos para o mundo desta maneira, as distinções habituais tornam-se irrelevantes. Eu chamo a isto, O Mesmo.
O MESMO
A brisa move-se suave e sussurrante,
a tempestade explode e ruge.
Ainda é o mesmo vento,
a mesma canção.
A mesma água
Banha-nos e afoga-nos,
Carrega-nos e enterra-nos.
O que quer que esteja vivo, usam-se,
preservam-se e destroem-se,
uns aos outros,
dirigidos pela mesma força.
Isto é que interessa.
Quem é servido pelas diferenças?
Estas são então as condições de vida fundamentais. É uma dádiva termos pais e sermos crianças. E também, que temos algo unicamente pessoal.
O que quer que façamos ou que recusemos fazer, para o que trabalhamos e ao que nos opomos, fazemos porque nós servimos a um todo maior ao qual não compreendemos. Se nos tornarmos íntimos deste todo maior, então experimentamos este serviço como uma tarefa ou uma chamada que não adiciona nada às nossas realizações pessoais se for bom, nem à nossa culpa pessoal se for terrível. Simplesmente somos chamados para servir. Quando olhamos para o mundo desta maneira, as distinções habituais tornam-se irrelevantes. Eu chamo a isto, O Mesmo.
O MESMO
A brisa move-se suave e sussurrante,
a tempestade explode e ruge.
Ainda é o mesmo vento,
a mesma canção.
A mesma água
Banha-nos e afoga-nos,
Carrega-nos e enterra-nos.
O que quer que esteja vivo, usam-se,
preservam-se e destroem-se,
uns aos outros,
dirigidos pela mesma força.
Isto é que interessa.
Quem é servido pelas diferenças?
Estas são então as condições de vida fundamentais. É uma dádiva termos pais e sermos crianças. E também, que temos algo unicamente pessoal.
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COMO FUNCIONA O AMOR explicado por Bert Hellinger
Muita gente supõe que se nós amarmos bastante, o amor triunfará e tudo se transformará em bem. A experiência demonstra que isto não é verdade. Às vezes os pais vêem, desesperadamente, como os seus filhos, embora profundamente amados, tornam-se diferentes do que eles esperavam, por vezes ficando doentes, viciados em drogas ou suicidas. Tais experiências mostram que, para além do amor, é necessário algo mais para que o amor seja bem sucedido. O que o amor requer é que nós compreendamos e sigamos as escondidas Ordens do Amor.
ORDEM E AMOR
O Amor completa-se com o conteúdo das Ordens.
O Amor é água, as Ordens são o seu jarro.
As Ordens são a terra arrendada,
Permitindo que o Amor flua.
Ordem e Amor cooperam:
Tal como a melodia e suas harmonias,
Assim é o Amor com as suas Ordens.
Tal como nossos ouvidos são arranhados pela dissonância,
Mesmo quando explicada,
Também a nossa alma adapta-se com dificuldade
Ao Amor sem ordem.
Alguns tratam as Ordens como se elas
Fossem opiniões que possamos
Ter ou mudar à vontade.
Mas elas são como são.
Trabalham, mesmo quando não as compreendemos.
Nós não as criamos, descobrimo-las.
Concluímos então, como Desígnio e Alma,
Do seu efeito.
Muitas destas ordens estão escondidas e nós não podemos observá-las diretamente. Trabalham profundamente na alma, e tendemos a obscurecê-las com as nossas crenças, objeções, desejos ou ansiedades. Necessitamos de entrar profundamente na alma se quisermos tocar as Ordens do Amor.
ORDEM E AMOR
O Amor completa-se com o conteúdo das Ordens.
O Amor é água, as Ordens são o seu jarro.
As Ordens são a terra arrendada,
Permitindo que o Amor flua.
Ordem e Amor cooperam:
Tal como a melodia e suas harmonias,
Assim é o Amor com as suas Ordens.
Tal como nossos ouvidos são arranhados pela dissonância,
Mesmo quando explicada,
Também a nossa alma adapta-se com dificuldade
Ao Amor sem ordem.
Alguns tratam as Ordens como se elas
Fossem opiniões que possamos
Ter ou mudar à vontade.
Mas elas são como são.
Trabalham, mesmo quando não as compreendemos.
Nós não as criamos, descobrimo-las.
Concluímos então, como Desígnio e Alma,
Do seu efeito.
Muitas destas ordens estão escondidas e nós não podemos observá-las diretamente. Trabalham profundamente na alma, e tendemos a obscurecê-las com as nossas crenças, objeções, desejos ou ansiedades. Necessitamos de entrar profundamente na alma se quisermos tocar as Ordens do Amor.
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domingo, 27 de setembro de 2015
Luís Represas - Colibri (Pureza e Desejo)
A meus amados filhos Rodrigo e Tomás, por me terem escolhido enquanto Mãe, nesta sua encarnação, e a minha amada filha de coração e espiritual, Carolina, pela coragem e amor em ter escolhido reencarnar no seio de outra família. Que a ponte entre nossas famílias possa ser feita em amor e por amor! Sempre em meu coração!...
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Filhos
Será
que é tão difícil dar um pouco do seu tempo livre para
brincar, ensinar, ver e ouvir o seu filho, independentemente da idade dele? O
problema é que a maioria dos pais de hoje são adultos de corpo, mas
crianças de mente. Hoje, um filho não é
planeado, a maioria das vezes, simplesmente "acontece". Isso é ridículo! Investiu tempo
para fazer, agora não tem tempo para criar e educar?! A falta de
responsabilidade de muitos pais de hoje está a gerar, não crianças, mas
projetos de delinquentes. Depois ainda perguntam "Onde
foi que eu errarei?". Erraram quando pensaram que não ia dar nada na hora do
sexo. É como dirigir um carro na rodovia: carregou no acelerador, apanhou uma
multa, agora não quer pagar?! Pensasse antes! Ou seja, nasceu
uma criança, então agora a sua OBRIGAÇÃO é deixar os seus próprios mimos de
criança e agir como adulto, criando os seus filhos com amor e carinho, mas
também com muita responsabilidade. Pais e mães, ASSUMAM OS VOSSOS
PAPÉIS! O tempo não para! Parem de passar as vossas frustrações para os vossos filhos, e criem indivíduos sadios! ACORDEM!
CT
CT
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Vidas Passadas - Os pais como mestres
Este texto fala da relação dos pais com os filhos.
"O verdadeiro teste do amor está em escolher pais com defeitos e amá-los mesmo assim. A maioria das pessoas que escolhe pais desse tipo está passando por desafios difíceis.
Muitas pessoas do nosso meio são grandes almas, capazes de entender isso e de perdoar e amar incondicionalmente um genitor violento, indiferente ou agressivo." - (vale a pena ler este texto)
Link do artigo: http://portalarcoiris.ning.com/group/o-outro-lado/forum/topic/show?id=2899738%3ATopic%3A1512142&xgs=1&xg_source=msg_share_topic
"O verdadeiro teste do amor está em escolher pais com defeitos e amá-los mesmo assim. A maioria das pessoas que escolhe pais desse tipo está passando por desafios difíceis.
Muitas pessoas do nosso meio são grandes almas, capazes de entender isso e de perdoar e amar incondicionalmente um genitor violento, indiferente ou agressivo." - (vale a pena ler este texto)
Link do artigo: http://portalarcoiris.ning.com/group/o-outro-lado/forum/topic/show?id=2899738%3ATopic%3A1512142&xgs=1&xg_source=msg_share_topic
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Pais e filhos
PARTILHEM isto, por favor, para que TODOS os Pais e Mães compreendam que os filhos NÃO precisam que os encham de brinquedos...
...eles precisam é que TU passes TEMPO com eles, dedicado exclusivamente a eles e a prestar atenção ao que eles dizem!
...eles precisam é que TU passes TEMPO com eles, dedicado exclusivamente a eles e a prestar atenção ao que eles dizem!
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Pais ficam obrigados a pagar pensão de alimentos até aos 25 anos do filho
Aos poucos a ordem vem sendo reposta! Tudo a seu tempo!
http://observador.pt/2015/09/02/pais-ficam-obrigados-pagar-pensao-alimentos-ate-aos-25-anos-do-filho/
http://observador.pt/2015/09/02/pais-ficam-obrigados-pagar-pensao-alimentos-ate-aos-25-anos-do-filho/
sábado, 4 de dezembro de 2010
JESUSALÉM
«A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado.»
Diz a poeta Alejandra Pizarnick: “Yo me levanté de mi cadáver, e fui em busca de quien soy. Peregrina de mí…” No romance, pelo contrário, não se busca a identidade, não se procura o “eu”, quer-se, isso sim, matar a memória, esquecer o mundo vivido, e invocar uma nova ordem que se fundamente no silêncio. Um silêncio com um Deus que Hilda Hilst alvitra como “ O Deus de que vos falo ⁄ Não é um Deus de afagos ⁄ É mudo. ⁄ Está só…”. Mas é em Sophia de Mello que está o canto primeiro e último, a voz iniciática em “Sou o único homem a bordo do meu barco. ⁄ Os outros são monstros que não falam, ⁄ Tigres e ursos que amarrei aos remos, ⁄ E o meu desprezo reina sobre o mar. ”, e o canto último em “ Nunca mais amarei quem não possa viver ⁄ Sempre, ⁄ Porque eu amei como se fossem eternos ⁄ A glória, a luz e o brilho do teu ser, ⁄ Amei-te em verdade e transparência ⁄ E nem sequer me resta a tua ausência, ⁄ És um rosto de nojo e negação ⁄ E eu fecho os olhos para não te ver. ⁄ Nunca mais servirei senhor que possa morrer.” Está dito. O anátema a uma realidade cruel, predadora, que nos desumaniza com discursos envenenados, máquinas trituradoras de boas consciências com a efemeridade de sonhos adocicados, é sinal de busca de outros horizontes que a nossa consciência, liberta das cartilhas castralizadoras da história, nos vai ditar nessa longa viagem pelo interior de nós mesmos.
“Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era “um bocadinho mulata”, Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos Mwanito e Ntumzi, mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado para o lugar mais remoto e inalcançável. Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém, porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”.
É assim, deste modo singelo, que Mia Couto inicia este romance intitulado “Jesusalém”. “Jesusalém é o nome que este personagem, Eugénio Vitalício, dá a este lugar que é uma espécie de refúgio, é um lugar de exílio de um homem que está em rotura consigo próprio, tentando afastar-se do seu próprio passado, de modo a esquecê-lo”.
“Como nós todos sabemos vivemos numa amnésia colectiva sobre o nosso passado recente. Vivemos uma situação gravíssima de uma guerra civil que constituiu um luto profundo em toda a nossa sociedade e hoje esquecemo-nos disso.
Mesmo que coloquemos uma pedra sobre esse passado ele está lá. E é bom que saibamos revisitar esse tempo, é bom voltar a lembrarmo-nos de um tempo que foi profundamente nosso mesmo que tenha sido pela negativa, porque esse tempo faz parte da nossa história, temos que ter um convívio saudável com ele”, concluiu o autor.
Este livro é uma espécie de parábola sobre a impossibilidade de se fugir do mundo. Quando o velho tenta escapar com a família para um sítio remoto, longe de tudo e de todos, cria para os filhos a ideia que o mundo acabou, que eles são os únicos sobreviventes da humanidade, e, obviamente, que, volvidos uns anos, este mundo, que é um mundo totalitário, totalizante, concentraccionário acaba por invadir esse espaço mostrando que há uma maneira muito agressiva e revelando que no fim há outra história.
Este Jesusalém ensina-nos que nesta selva de desigualdades, de alienação global, de homogeneização de ambições mesquinhas e terrenas, o grande desafio está em abrir até aos limites a grande coutada da vida: a nossa consciência.
Diz a poeta Alejandra Pizarnick: “Yo me levanté de mi cadáver, e fui em busca de quien soy. Peregrina de mí…” No romance, pelo contrário, não se busca a identidade, não se procura o “eu”, quer-se, isso sim, matar a memória, esquecer o mundo vivido, e invocar uma nova ordem que se fundamente no silêncio. Um silêncio com um Deus que Hilda Hilst alvitra como “ O Deus de que vos falo ⁄ Não é um Deus de afagos ⁄ É mudo. ⁄ Está só…”. Mas é em Sophia de Mello que está o canto primeiro e último, a voz iniciática em “Sou o único homem a bordo do meu barco. ⁄ Os outros são monstros que não falam, ⁄ Tigres e ursos que amarrei aos remos, ⁄ E o meu desprezo reina sobre o mar. ”, e o canto último em “ Nunca mais amarei quem não possa viver ⁄ Sempre, ⁄ Porque eu amei como se fossem eternos ⁄ A glória, a luz e o brilho do teu ser, ⁄ Amei-te em verdade e transparência ⁄ E nem sequer me resta a tua ausência, ⁄ És um rosto de nojo e negação ⁄ E eu fecho os olhos para não te ver. ⁄ Nunca mais servirei senhor que possa morrer.” Está dito. O anátema a uma realidade cruel, predadora, que nos desumaniza com discursos envenenados, máquinas trituradoras de boas consciências com a efemeridade de sonhos adocicados, é sinal de busca de outros horizontes que a nossa consciência, liberta das cartilhas castralizadoras da história, nos vai ditar nessa longa viagem pelo interior de nós mesmos.
“Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era “um bocadinho mulata”, Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos Mwanito e Ntumzi, mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado para o lugar mais remoto e inalcançável. Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém, porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”.
É assim, deste modo singelo, que Mia Couto inicia este romance intitulado “Jesusalém”. “Jesusalém é o nome que este personagem, Eugénio Vitalício, dá a este lugar que é uma espécie de refúgio, é um lugar de exílio de um homem que está em rotura consigo próprio, tentando afastar-se do seu próprio passado, de modo a esquecê-lo”.
“Como nós todos sabemos vivemos numa amnésia colectiva sobre o nosso passado recente. Vivemos uma situação gravíssima de uma guerra civil que constituiu um luto profundo em toda a nossa sociedade e hoje esquecemo-nos disso.
Mesmo que coloquemos uma pedra sobre esse passado ele está lá. E é bom que saibamos revisitar esse tempo, é bom voltar a lembrarmo-nos de um tempo que foi profundamente nosso mesmo que tenha sido pela negativa, porque esse tempo faz parte da nossa história, temos que ter um convívio saudável com ele”, concluiu o autor.
Este livro é uma espécie de parábola sobre a impossibilidade de se fugir do mundo. Quando o velho tenta escapar com a família para um sítio remoto, longe de tudo e de todos, cria para os filhos a ideia que o mundo acabou, que eles são os únicos sobreviventes da humanidade, e, obviamente, que, volvidos uns anos, este mundo, que é um mundo totalitário, totalizante, concentraccionário acaba por invadir esse espaço mostrando que há uma maneira muito agressiva e revelando que no fim há outra história.
Este Jesusalém ensina-nos que nesta selva de desigualdades, de alienação global, de homogeneização de ambições mesquinhas e terrenas, o grande desafio está em abrir até aos limites a grande coutada da vida: a nossa consciência.
sábado, 27 de novembro de 2010
Campanha contra a violência infantil
Como eu gostaria que tantos pais tivessem isto em consideração!
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