Para Refletir

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Família























"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se assoberba.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13:1-7)

A Família é a permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.

Meus queridos, por essa razão, é que não se vive na Família ideal, aquela na qual muitos de nós gostaríamos de conviver com seres humanos perfeitos, ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades de aperfeiçoamento individual.

De inspiração Divina, a Família é a oportunidade superior do entendimento e da verdadeira fraternidade, de onde surgirá o grupo maior, equilibrado e rico de valores, que é a sociedade.

No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais pessoas.

A Família não é prazer e fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da vida neste mundo com os olhos postos na eternidade com Deus.

O exercício da paciência no convívio familiar é uma valiosa contribuição para a experiência iluminativa (Mt. 5:14), porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista? Já pensaram nisto?

No lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta. Tentemos!

Compreendam que aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo familiar, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência da nossa parte.

Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece.

Meus queridos, com o hábito da prática do amor no lar, adquire-se a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, e mudando um a um, o todo, o mundo.

Que Deus vos abençoe, bem como à vossa semana! Sintam-se muito amados!

Eu Sou
Carla Tavares
Terapeuta Multidimensional

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Infância feliz


"Muitas vezes ficamos imaginando como seria uma infância realmente feliz e o que nos prepararia melhor para a vida. Isto é, pais amorosos, infalíveis, sensíveis, sempre presentes, sempre nos estimulando e nos protegendo de tudo que há de nocivo. Como esses filhos se sentem mais tarde na vida? O que sabem sobre a dureza da vida e das exigências que faz? O quão eficazes serão? Quando se trata de sobreviver diante de grandes dificuldades, muitas vezes se encontram em desvantagem em relação às crianças que tiveram uma infância difícil.
Na Alemanha, geralmente comparo estudantes universitários com os meninos de seis, sete anos daqui, da América Latina, que ficam vendendo jornais. Como são fortes e independentes. O quanto já se sentem corresponsáveis pelo sustento de sua família e contribuem naturalmente para ele. Quanta vivacidade e força interna.
Considero-os profundamente. Sabem algo sobre a dureza da vida e o que, em última instância, ela exige de nós."
Bert Hellinger


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

AMARRAÇÃO DE AMOR


Só o título já me arrepia, ou melhor dizendo, é-me horripilante! Mas apeteceu-me falar sobre o que me vai no coração a respeito!
Existem pessoas que acreditam que os trabalhos "espirituais" de amarração de amor são eficientes. As pessoas que procuram este tipo de intercâmbio espiritual são egoístas e ignorantes. Egoístas porque não aceitam o "não" em suas vidas e as coisas devem ser da forma que elas querem. Ignorantes porque não devem conhecer os meandros e implicações existentes neste tipo de trabalho.
Trabalhos de amarração, união, separação, etc. só são feitos por "picaretas", porque não é uma magia digna, que crie algum benefício. Não há magia alguma que force alguém a ficar involuntariamente ligado a outra pessoa. As implicações para quem procura estas "amarrações no amor" são muitas, passando pelo facto de gastar uma quantia avultada de dinheiro, associando-se a esses feiticeiros do baixo astral que prometem soluções amorosas milagrosas, endividando-se, enfim, com a vida. Desaconselho, portanto, a procura deste tipo de solução imediatista e arriscada.
Vamos supor que você decide fazer um trabalho destes porque a pessoa que você ama foi embora, ou quer ir embora, por vontade própria, e você quer que ela volte para si, recorrendo à magia negra. Você ficará feliz, mas ao mesmo tempo saberá que no fundo, ela não voltou por vontade própria, mas sim pelo efeito de alguma magia. Como ficará a sua consciência? Imagine que a pessoa que você tanto ama começa a pensar, tempos depois, no porque é que ela voltou para si. Ou imagine que alguém descobre que ela está sob o efeito de uma amarração e lhe conta, incluindo quem foi a pessoa que solicitou tal magia. Acha mesmo que depois disso ele ficará consigo? E o que sentirá ele por si depois de descobrir tal sordidez? Além disso, você vai endividar-se perante a vida, por ter feito mal a alguém, obrigando-o a ficar perto de si involuntariamente.
Não há sucesso, enfim, nestas amarrações!
Quer viver longe disso e viver sempre ao lado do seu amor? Cuide bem dele, amando-o, respeitando-o, conhecendo-o e aceitando-o como ele é. Ninguém pode submeter outra pessoa à sua vontade, isso seria escravidão, não amor.
As Leis Divinas são sábias e, cedo ou tarde, darão a cada um segundo o seu merecimento.

Eu Sou
Carla Tavares, Terapeuta Multidimensional

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Para o amor dar certo...


"O amor dá certo quando os dois parceiros estão desligados de sua família de origem com amor. Entretanto, se ainda têm encargos de sua família de origem, por exemplo, se carregam destinos que, na verdade, não lhes pertencem, isso será trazido para o relacionamento, perturbando-o. Em tal caso, os dois parceiros necessitam paciência para que um não fique zangado com o outro. Vêem que o outro está enredado e esperam até que isso se solucione. Essa afetuosa espera contém, por um lado, uma grande renúncia mas, por outro lado, cria uma atmosfera na qual o emaranhamento talvez venha à luz e possa ser solucionado".
 

Bert Hellinger, trecho extraído do livro Para que o Amor dê certo, Ed. Cultrix.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os Filhos em Relação aos Pais


- O que Aprendi com a terapeuta Paula Sentieiro e as suas Constelações Familiares -

O aprendizado tem sido intenso, as descobertas, gratificantes e os resultados enriquecedores em todos os sentidos.

Reconheço a atuação da Força Conhecedora, assim denominada por Bert Hellinger (pai das Constelações Familiares) que permeia tudo e a todos, sem fazer distinção, nem deferência.

Saber a respeito das Ordens do Amor é algo que nos liberta de pesos desnecessários e fracassos e mais fracassos inexplicáveis.

Partilho convosco o que aprendi a respeito das relações entre filhos e pais, que é essencial para darem uma volta nas vossas vidas:

1º Os filhos são pequenos (SEMPRE, mesmo adultos) e os pais são grandes. Para que a vida do filho não fracasse, ele não deve tentar colocar-se no lugar de qualquer dos pais, para lhes evitar a morte ou o sofrimento. Os pais são grandes e farão o que e até onde puderem;

2º Os filhos devem honrar os seus pais (ainda que não os tenham conhecido, que tenham sido abandonados), pois estes deram-lhes o dom da vida e isso já é tudo. Quando os filhos aceitam os pais que têm, como os certos para si, da forma como os pais são, têm êxito profissional e afetivo. Os pais dão e os filhos tomam tudo o que lhes é dado.

3º As filhas que se julgam melhores que suas mães, fracassam, pois não as honram e fazem-se grandes e julgam as suas mães pequenas; com isso invertem, a Ordem do Amor, caem e fracassam. As leis que as atingem são tal e qual a lei da gravidade, não diferenciam quem é bom ou mau, o justo do injusto, simplesmente, atingem a todos que as desafiarem, ainda que de forma "inocente";

4º Reconhecendo que as suas mães são melhores do que elas, que as suas mães são as melhores mulheres para os seus pais, as filhas passam a necessitar de um parceiro, porque o pai delas, deixa de ser "seu marido"; voltam a ser pequenas e reconhecem as suas mães como grandes; com isso a Ordem é estabelecida e a vida dessas filhas torna-se próspera. Agora poderá encontrar um homem para amar de verdade; (o mesmo ocorre com os filhos e os seus pais).

Comece a reverenciar os seus pais da seguinte forma:

Escolha um momento e local que não seja interrompido até ao término da conexão.

Use o mesmo exemplo apenas trocando a palavra "mãe" para "pai" se for o seu caso, ou ainda, para um e em seguida para o outro, se lhe falta o reconhecimento de ambos (mesmo que já tenham falecido).

Faça de coração, de olhos abertos, pessoalmente ou não, pode usar uma foto ou dirigir o seu olhar para o infinito, certo de que está conectado à energia dos seus pais.

"Querida mamãe, obrigada, do fundo do meu coração, obrigada. Você é a mãe certa para mim e eu sou sua filha certa e real. Você é a melhor mulher para o papai, você é grande e eu sou pequena. Sim, eu a aceito como minha mãe, do jeito que você é. Sim, eu te amo e amo tudo aquilo que nos conduz."

Para você, diga: " Sim, eu me amo e amo aquilo que me conduz", então estará em sintonia consigo mesmo, respeitando-se exatamente como é, sem desejar que alguma coisa seja diferente do que é.

Obs.: Se você tem filhos de uniões anteriores, olhe cada um dos seus filhos ternamente nos olhos e diga-lhes com o coração aberto: "Querido filho, quando olho nos teus olhos, vejo teu pai. Amo teu pai (ainda que não o "ame" mais) e te amo, tu és o meu filho querido. Depois, é só comemorar!

A expressão "mamãe" e "papai" deve-se ao facto de, enquanto filhos, sermos sempre pequenos, e é nessa qualidade que nos deveremos colocar!

Beijo no coração de cada um de vocês! Eu vos amo e amo aquilo que nos conduz, verdadeiramente!

Recomendo o livro: Bert Hellinger - Histórias de Amor - Editora Atman (www.atmaneditora.com.br)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pais violentos deixam danos por toda a vida

Geralmente associamos o termo “violência” à agressividade física, no entanto, esse problema também pode dar-se através da violência psicológica (a mais grave, no meu entender, por ser silenciosa e difícil de detetar!). A violência psicológica manifesta-se através de palavras que ferem moralmente, atitudes que buscam menosprezar os demais, e também através da indiferença. Todas essas atitudes acabam por ferir os filhos, de maneira consciente, ou não.

Link: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/pais-violentos-deixam-danos-por-toda-a-vida/#ixzz3tN9kvsM1

domingo, 22 de novembro de 2015

Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser FELIZ


Sabedoria popular:

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."
"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não nos chama para irmos ao cinema ou para comer um gelado."
"Não deixe que o trabalho se amontoe sobre a sua mesa e tape a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma a quem ama."
"Por cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Porque é que as semanas demoram tanto e os anos passam tão depressa?"
"Quantas reuniões teve esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, as vírgulas significam pausas..." "...e, quem sabe, talvez assim seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Felicidade


Não existe nada melhor do que aquilo que é. Não existem pais melhores do que aqueles que temos, futuro melhor do que aquele que se encontra diante de nós. Aquilo que existe é o que há de maior.
Neste sentido, felicidade significa que acolho tudo em meu coração, do modo que é e me alegro. É este o máximo da felicidade: quando nos alegramos com a realidade da forma que é, e quando nos alegramos com os nossos pais da forma que são, com o nosso passado assim como foi, com o nosso parceiro, da forma que ele ou ela é, com os filhos da forma que são, exatamente da forma que são. É a melhor coisa que existe.
Esta alegria é o máximo da felicidade. Ela vem do coração. É ampla e irradia luz. Em torno dela, outros se sentem bem, ela inclui muitos. É satisfeita e grata, toma e dá.


Bert Hellinger

TOMANDO E DESAFIANDO, RECIPROCIDADE


TOMANDO E DESAFIANDO

A quarta Ordem do Amor entre pais e filhos é que os pais são grandes e os filhos são pequenos. É apropriado que os filhos aceitem e os pais dêem. Porque os filhos recebem tanto, têm necessidade de balançar a conta. Faz-nos sentir incómodos quando aceitamos daqueles que amamos sem poder retribuir. Com os nossos pais nunca podemos corrigir o desequilíbrio porque eles dão sempre mais do que nós podemos retribuir.

Alguns filhos fogem da pressão da reciprocidade, da sensação de obrigação ou de culpa. Então dizem, "eu prefiro não receber nada e sentir-me livre da culpa e obrigação." Tais filhos fecham-se aos seus pais e sentem-se vazios e empobrecidos. O amor seria melhor servido se eles dissessem, "aceito tudo o que me derem com amor." Então poderiam olhar amorosamente para os seus pais, e os pais poderiam ver como os seus filhos eram felizes. Esta é uma maneira de aceitar, que consegue equilibrar, porque os pais sentem reconhecimento por este tipo de aceitação, com amor. E dão ainda de maior boa vontade.

Quando os filhos exigem, "vocês devem dar-me mais", então os corações dos pais fecham-se. Porque os filhos exigem, os pais não podem mais inundá-los voluntariamente de amor. É tudo o que essas exigências conseguem, elas proíbem o fluxo natural do amor. E os filhos exigindo, mesmo quando conseguem algo, não lhe dão valor.

RECIPROCIDADE

Entre pais e filhos, a reciprocidade em dar e receber é conseguida dando uns aos outros o que recebemos. Isto faz os pais muito felizes quando os filhos dizem, "eu recebo tudo o que me dás, e quando for grande, passá-lo-ei para os meus filhos." Os filhos não olham para trás quando dão desta maneira, eles olham em frente. Foi o que os seus pais fizeram, eles receberam dos próprios pais e deram aos seus filhos. Porque receberam tanto, sentem-se pressionados para dar abundantemente, e podem fazer isso.

É isto o que eu quero dizer sobre as Ordens do Amor entre pais e filhos.

Bert Hellinger

MEDIDA DO FILHO


Adicionalmente à vida que os pais dão aos seus filhos, e ao que quer que seja que lhes dão enquanto os criam, há também os presentes que os pais dão, do que acumularam com os seus próprios esforços. Por exemplo, uma mãe é uma prendada pintora que pinta os quadros mais maravilhosos. Isto pertence a ela e não aos seus filhos. Se os seus filhos ficarem decepcionados porque não conseguem pintar quadros tão belos - embora não tenham o seu talento e não trabalhassem tão arduamente como ela - eles violam as Ordens do Amor. Não é assim que a vida funciona. O mesmo aplica-se à riqueza material. Os filhos que se sentem herdeiros da riqueza dos seus pais, e ficam decepcionados quando não o são, danificam o amor. Se herdarem a riqueza, então o amor estará bem servido quando a tratam puramente como uma dádiva.

Isto é importante porque se aplica também à culpa pessoal dos nossos pais. A culpa pessoal dos nossos pais pertence-lhes a eles, sozinhos. Acontece frequentemente que os filhos, sem o amor de seus pais, tomam a culpa deles e tentam carregá-la. Mas isto viola as Ordens do Amor. Tais filhos tentam presunçosamente fazer algo que não têm direito nenhum de fazer. Por exemplo, quando os filhos tentam expiar os erros dos pais, colocam-se acima de seus pais e tratam-nos como se os pais fossem crianças de que necessitam de tomar conta, e como se os filhos fossem os pais.

Não há muito tempo havia uma mulher num grupo cujo pai era cego e a mãe surda. Eles compensavam-se um ao outro muito bem. Mas a mulher sentiu que necessitava de cuidar dos pais, e quando nós construímos a sua constelação familiar, o seu representante agiu como se fosse grande e seus pais pequenos. Na constelação, a mãe disse-lhe que, "até que o teu pai queira, eu posso cuidar dele sozinha." E o pai disse-lhe que, "a tua mãe e eu estamos bem sozinhos. Não necessitamos de ti." Mas a mulher ficou mais decepcionada do que aliviada. Foi reduzida ao tamanho de filha, de criança.

Não conseguia dormir nessa noite. De facto, sofria de insónias. No dia seguinte, perguntou-me se eu a poderia ajudar. Eu disse, "as pessoas que não conseguem dormir às vezes acreditam que necessitam de vigiar algo." Então eu contei-lhe uma história de Borchert sobre um menino em Berlim após a guerra. Ele vigiava dia e noite o corpo morto do irmão para que os ratos não o comessem. Embora estivesse completamente esgotado, estava convencido que era obrigado a manter-se de vigia. Um homem caridoso veio ter com ele e disse-lhe, "de noite os ratos dormem." Então o menino caiu adormecido. Nessa noite, a mulher também dormiu.

A terceira Ordem do Amor entre pais e filhos é que respeitamos o que pertence aos nossos pais pessoalmente, e permitimos que façam o que somente eles podem e devem fazer.

Bert Hellinger

ANALISANDO O QUE OS PAIS DÃO ADICIONALMENTE por Bert Hellinger


Além de nos darem a vida, os nossos pais dão-nos também outras coisas. Alimentam-nos, animam-nos, cuidam de nós, e muito mais. Isto funciona bem quando a criança aceita o que lhe é dado, tal como lhe é dado. Regra geral, as crianças só aceitam o que necessitam, do que lhes é oferecido. Naturalmente há as exceções que nós todos compreendemos, mas regra geral, o que os pais dão aos seus filhos é o suficiente. Os filhos não podem ter tudo o que querem e nem todos os sonhos são realizados, mas normalmente, os filhos recebem bastante.

É consistente com as ordens do amor quando os filhos dizem aos seus pais, "vocês deram-me bastante, e é suficiente. Eu aceito isso de vós com apreciação e amor." Um filho que sinta isso, sente-se cheio e próspero, não importa o que pode ter ido antes. Tal filho poderia adicionar, "eu cuidarei do resto." Esta também é uma bonita experiência. E o filho poderia adicionar, "agora deixo-os em paz." O efeito destas frases é muito profundo. Os filhos têm os seus pais, e os pais têm os seus filhos. São simultaneamente separados e tornam-se independentes. Os pais terminaram o seu trabalho, e os filhos são livres para viver as suas vidas com respeito para com seus pais, sem serem dependentes deles.

Mas sinta o que se passa na alma quando você imagina os filhos a dizerem aos seus pais, "o que vocês me deram, primeiro, não foi a coisa certa, e segundo, não foi o suficiente. Vocês ainda me devem." O que é que os filhos recebem dos seus pais quando sentem desta maneira? Nada. E o que é que os pais recebem dos seus filhos? Também nada. Tais filhos não podem separar-se dos seus pais. Suas acusações e pedidos amarram-nos aos seus pais de modo que, embora estejam limitados a eles, não têm nenhum progenitor. Sentem-se então vazios, necessitados e fracos.

Esta é a segunda Ordem do Amor, que os filhos tomem o que os seus pais lhes dão para além da vida como ela é.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Família

Isto, sim, é FAMÍLIA!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Fonte e a Alma da Família (Bert Hellinger)

( palavras proferidas por Bert Hellinger durante um curso)
Toda a terapia, como eu a compreendo, tem que ir em direção à fonte. Para cada um de nós, a fonte é, primeiro de tudo, nossos pais. Se nós estamos conectados com eles, estamos conectados com a nossa fonte. Uma pessoa que está separada de seus pais, está separada de sua fonte. Quem quer que esses pais sejam, como quer que eles se comportem, eles são a fonte de vida para nós. Assim, a coisa principal, é que nós estejamos conectados a eles de tal forma, que aquilo que vem deles para nós possa fluir livremente e, através de nós, para aqueles que vêm a seguir.
Quando trabalhamos com constelações familiares, nos é mostrado que estamos conectados a uma força maior. Essa força maior é plena de sabedoria e está ativamente nos dirigindo para uma meta. Nós podemos vê-la numa família. Todos os membros da família agem como se guiados pela mesma força ou pela mesma consciência, como se todos tivessem uma consciência comum. Isto é porque nós estamos conectados com as pessoas do passado que tiveram um destino especial.
Por outras palavras, se, digamos, alguma injustiça foi feita para eles, nós podemos agora estar emaranhados com eles.
Como isto é possível? Como é possível que a injustiça feita para alguém no passado seja tomada por outros membros da família que nunca sequer conheceram essa pessoa? Como pode essa segunda pessoa ser compelida a reparar uma injustiça feita na geração anterior? Tem de haver uma força comum que atua sobre eles.
Eu também tenho a idéia de que nós só podemos viver como seres humanos se estamos conectados todo o tempo com alguma coisa fora de nós.
Qualquer troca com o ambiente tem que ser guiada por alguma coisa que nos une, o ambiente e nós, de tal forma que podemos interagir de um modo integrado. A evolução é movida por uma constante troca, e há uma força que guia, que empurra a evolução para a frente. Esta força maior eu chamo de alma.
Quando eu trabalho aqui, eu tenho que estar em contacto com essa alma maior. Essa alma me guia de tal forma que eu possa estar em sintonia com a outra pessoa. Tão logo eu estou em sintonia, eu posso trabalhar com ele ou ela e fazer exatamente aquilo que é necessário no contexto particular dessa pessoa. Deste modo, eu não estou apenas pensando naquilo que é certo, eu não estou teorizando acerca disto, eu acho os próximos passos necessários, pois estou em sintonia com a pessoa.
A alma tem diferentes dimensões. Aquilo que eu vou falar agora são imagens construídas para apenas tocar uma idéia, não são a verdade em si, mas algumas observações sugerem que se pensamos nesses termos ou imagens, nós compreendemos melhor o que acontece na terapia.
Nosso corpo é mantido unido por uma força comum. Todo o metabolismo é dirigido por algo que sabe aquilo que é correto. Não é uma força cega que dirige o que acontece no corpo. Essa força tem uma direção. Essa força é a alma. A alma mantém os órgãos juntos e os guia de um certo modo, de tal forma que a vida é preservada e continua. Esta é a minha noção de alma com respeito ao corpo.
A família como um todo é também guiada por uma alma comum, a alma da família. Nós podemos ver o quão longe esta alma alcança, nós podemos descobrir a fronteira dessa alma. E assim podemos perceber quem se encontra incluído ou excluído dentro da alma desta família.
Quem pertence à alma da família? Primeiro, as crianças, todas elas. Mesmo aquelas que nasceram mortas estão incluídas. Frequentemente, crianças abortadas, mesmo se foram abortos espontâneos, também são incluídas. A seguir, os pais, seus irmãos e irmãs pertencem a esse grupo, assim como os avós e algumas vezes os bisavós. Esses são os parentes de sangue que são incluídos dentro da alma da família.
Além do mais, há outras pessoas incluídas na alma da família que não são parentes. Aqueles que abriram caminho para que alguém entrasse no sistema. Por exemplo, os parceiros anteriores de um dos pais ou avós, que por sua morte ou divórcio, abriu espaço para uma outra pessoa entrar nesse sistema; nossa própria mãe ou pai talvez, ou nossa avó ou avô. Aqueles que abriram espaço pertencem à família, pois contribuiram para esse sistema em particular.
Como os trabalhos mais recentes têm tornado claro, todas as vítimas que sofreram nas mãos de um membro da família, também pertencem a esse sistema. Eu vou oferecer a vocês um exemplo: em São Paulo, Brasil, nós posicionamos a família de uma mulher, cujo irmão era psicótico e consumidor de drogas. Quando a família foi posicionada, tornou-se claro que ele estava conectado com alguém que não havia sido mencionado, nem lembrado. Ele olhava para fora. Assim sendo, eu perguntei o que havia acontecido nas gerações anteriores. E veio que o bisavô era um latifundiário e tinha escravos. O bem estar da família dependera em grande parte do trabalho e sofrimento desses escravos. Então posicionamos seis representantes para os escravos. Quando eles foram colocados, o representante do jovem homem mostrou um profundo amor por eles. Ele foi até eles, abraçou-os, chorou e sentiu uma conexão muito profunda com eles. Esses escravos pertencem a esse sistema familiar.
Nós também posicionamos o bisavô, ele não tinha nenhuma compaixão pelos escravos e a mãe também não tinha compaixão por eles. E foi esse jovem homem, consumidor de drogas, que estava em conexão mais próxima com eles. Ele era movido pela alma da família. Se há vitimas na família, (por exemplo, na Alemanha, as vítimas do holocausto) é claro que essas vítimas pertencem à família, mas seus assassinos também pertencem ao sistema da família. Isto é mostrado quando posicionamos uma família de sobriventes do holocausto ou seus descendentes. Nessas famílias, um membro freqüentemente tem de representar os agressores. Somente quando os agressores são incluídos, a família pode encontrar paz.
O que significa incluir os agressores? Eles precisam ser amados como seres humanos, nós não podemos excluí-los através de nossas justificativas morais. Eles, também, mesmo que isso nos pareça horrível, estão seguindo suas consciências. Eles estão ligados ao seu grupo e, aquilo que fizeram foi feito a serviço do seu grupo, muito frequentemente com uma boa consciência. Deste modo, eles são, de certo modo, não muito difrentes de suas vítimas. Nós podemos ver nas constelações familiares que as vítimas só encontram paz se os agressores são aceites por elas como iguais. E os agressores só acham a paz se eles se posicionam ao lado de suas vítimas.
Tivemos uma constelação em Buenos Aires, Argentina, há 06 semanas atrás. Havia um homem que disse temer ser, ele próprio, um perigo para suas crianças. Quando ele estava dirigindo, subitamente percebeu que dirigia de maneira descuidada, sem levar em consideração a segurança de seus filhos. Ele temia que pudesse causar sua própria morte e a das crianças num acidente de carro. Ele era um descendente de sobreviventes do holocausto. Deste modo, posicionamos representantes das vítimas e representantes para os agressores. Quando eles foram posicionados, o homem chorava aos gritos, totalmente preenchido de dor, e socava o chão violentamente. Sua energia era a energia de um agressor, mas ele não conseguia olhar para as vítimas. Levou muito tempo para que ele, finalmente, fosse capaz de olhar para elas.
Finalmente ele foi até cada um dos representantes das vítimas que estavam deitados no chão e os abraçou com profundo amor. Ele então, foi até cada um dos agressores e tocou suas faces com amor. Os agressores se tornaram muito mais leves e a constelação terminou. Então o homem sentou-se sozinho por um tempo, eu fui até ele e disse: agora imagine suas crianças na sua frente. Ele as olhou e eu disse: Diga-lhes: Agora eu cuido de vocês. Ele foi capaz de dizer a frase de uma maneira amável e totalmente em contacto com o seu próprio coração.
Vêem como todos precisam ser incluídos no fim? O que isso mostra? Que todos os seres humanos são guiados por uma força que está além deles mesmos. O que quer que uma pessoa faça, seja o bem ou seja o mal, tem que ser visto não apenas como sua própria responsabilidade (embora ela tenha uma certa responsabilidade), tem que ser entendido dentro de uma visão mais ampla, onde atuam forças maiores.
Como devemos lidar com essa força maior? Nós temos que nos curvar diante dela, em profunda reverência e sermos muito humildes. Então, estaremos unidos naquilo que eu chamo, a Grande Alma. Em conexão com esta Grande Alma seremos capazes de fazer o trabalho aqui.

Família


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Estrutura familiar

Uma estrutura familiar não depende de uma casa confortável ou de segurança material. O mais importante é o vinculo afetivo que une em família. Reveja as suas atitudes em relação ao amor, ao lar, à família, à vida privada...

CT


sábado, 12 de setembro de 2015

Compreender, entregar e entregar-se

Pessoas há que preferem a solidão de uma mesa farta, de uma família sem afeto, a sentir o aconchego de um verdadeiro amor! Mas a altura também não é de tentar compreender, antes entregar e entregar-se! Entrar em conexão com a Luz que habita o nosso coração...
Mais perde quem não sabe receber do que aquele que dá amor!
Que estes corações possam ser tocados pela luz e amor de Cristo, pois o milagre da vida vive em cada um de nós...

CT


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Família é isto!

"A família é a fonte da prosperidade e da desgraça dos povos." afirmou Martinho Lutero. Sou riquíssima!

Uma tarde maravilhosa na companhia dos meus dois príncipes, em Aveiro, na Nut'Aveiro! Acho que tão cedo não me voltam a pedir Nutella! (rsrsrs)


 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Família

"Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.
Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença."

Papa Francisco