Para Refletir

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Hipocrisia

A cartilha dos maldizentes foi sempre a hipocrisia.
É comum aos que sentem a fraqueza dos seus próprios argumentos iniciarem atacando a integridade ou honradez das pessoas ou coisas que desejam combater.
Quando alguém é chamado de “hipócrita”, existe sempre uma conotação negativa; porém tenho quase a certeza de que toda a gente já foi hipócrita um dia... Lembrando que o hipócrita nada mais é do que alguém que pensa de uma forma e age ou fala de outra, será que já não teremos todos atingido um nível inicial de hipocrisia (somente para não sermos comparados com alguns políticos que usando essa metodologia atingem o nível máximo).
Por um motivo qualquer, seja ele no trabalho, com alguém que respeitamos muito, um novo amigo, o primeiro encontro com a(o) pretendente… sei lá, mas que acontece, acontece, no meio da conversa a pessoa começa a falar de coisas que não vão de encontro aos nossos pensamentos e então temos três opções: ou ficamos quietos e o assunto morre e isso pode causar um ponto final na conversa; afirmamos os nossos pensamentos e contrariamos tudo, e dependendo do que seja esse "tudo", podemos pôr um ponto final no que diz respeito a conhecer melhor a pessoa; ou mexemos a cabeça de forma positiva e tornamo-nos um hipócrita, pelo menos momentaneamente e assim temos hipótese de expor os nossos pensamentos futuramente.
É a mais pura verdade: nem sempre podemos dizer o que pensamos de imediato; temos de conhecer a pessoa e ir devagar; se não agirmos hipocritamente no começo, em determinadas situações, o caminho pode ser curto e assim perdemos a oportunidade de vir a mostrar que estamos certos, ou pelo menos que não pensamos como ele.
Assim a hipocrisia, por incrível que pareça, faz parte do jogo, não acham?
É mais fácil ver os erros dos outros que os próprios. Espalham-se os defeitos dos outros como palha ao vento, mas escondem-se os próprios erros como um jogador trapaceiro. Se não tivéssemos tantos defeitos, não nos agradaria tanto notá-los nos outros. E se ficarmos a reparar nos defeitos das outras pessoas nunca iremos participar da vida, pois vamo-nos contentar com as nossas desculpas.
Ninguém julga o homem pelo mérito, mas unicamente pelas suas aparências. Às vezes procura-se parecer melhor do que o que se é. Outras vezes, procura-se parecer pior. Hipocrisia por hipocrisia, prefiro a segunda.
Vivemos numa sociedade de vitimização, onde as pessoas sentem-se muito mais à vontade sendo vitimizadas do que erguendo-se sozinhas. Gosta-se muito mais das pessoas quando elas são abatidas por um cerco extraordinário de desgraça do que quando elas triunfam.
Citando Nietzsche, “O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de facto só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamados a julgar e condenar esta existência.
Não se esqueça de que se você não contar a verdade sobre si mesmo, não pode contar a verdade sobre as outras pessoas.
Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado.
A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras. Ninguém consegue usar máscara por muito tempo.
Para compreender as pessoas devo escutar o que elas não estão a dizer, o que elas talvez nunca venham a dizer.
É muito mais fácil fazer o público acreditar em mentira do que o inverso, pois há verdades que não inspiram confiança.
Infelizmente, a fraternidade é uma das mais belas invenções da hipocrisia social.

sábado, 18 de setembro de 2010

O AMOR

"Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.
Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.
O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará.
Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.
O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus. Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor".

I Coríntios 13

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estado Não Sabe Proteger Menores

Meus Amigos,

As crianças, os idosos, no fundo, os mais desfavorecidos sempre foram alvo da minha máxima atenção e preocupação!
Hoje, decidi partilhar convosco, e futuramente perceberão porquê, uma notícia publicada no Jornal Metro, desconheço a data, mas foi tal como ma enviaram.



Por ora termino com esta Máxima Oriental: "Quem luta pela vida pode não vencer, mas certamente, não será culpado pela derrota."


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Convenção sobre os Direitos da Criança


Todo o mundo diz que as crianças têm direito a um montão de coisas. Foi durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de Novembro de 1959, que representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, só que voltada para a criança! Mas é muito difícil a luta para que esses direitos sejam respeitados.
A Declaração dos Direitos da Criança tem 10 princípios que devem ser respeitados por todos para que as crianças possam viver dignamente, com muito amor e carinho. Nós temos o dever de proteger e valorizar as nossas crianças pois não devemos esquecer que elas serão o nosso futuro. Nem sempre assim é! E pior que tudo, a maior parte das vezes, nem reparamos que mesmo do nosso lado, existe uma criança a padecer desse mal!


A Convenção sobre os Direitos da Criança

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Uma Flor

Um dia, uma flor grande e amarela, abriu suas pétalas perfumadas e disse para o sol:
- Inunda-me com teus raios, ilumina-me com tua luz, cativa-me com teu calor, abraça-me com tua força, ama-me com teu coração de fogo!
E o sol, tão grande e humilde, retrucou meio encabulado:
- Sei que não sou digno de tão grande ventura, mas, pelo que me pedes, amar-te-ei por amor do amor somente e serei teu eternamente.
A cada manhã, a mesma história se repete: a flor se oferecendo ao sol e o sol se derramando sobre a flor. Quando o sol não aparece, a flor se recolhe, mas fica à sua espera. E quando o sol se levanta, ela, então, se reapruma, se pinta de cores e abre-se em festa num êxtase apaixonado de amor.

Frei Neylor J. Tonin, OFM

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A NOSSA CRUZ


Senhor,

Não te peço que me troques a cruz.
Ajuda-me a carregá-la.
Não te peço que encurtes o caminho.
Venha comigo, conversando.
Não te peço que me troques a água em vinho.
Dá-me de beber o que for do teu agrado.
Se me deixas chorar,
é porque me amas assim.
Havendo apenas risos,
sem sabermos do sofrimento,
é difícil exercer a bondade.
Se consentes que me firam
é para que eu saiba amar.
Porque só existe amor
onde houver perdão.
E só os feridos têm o que perdoar.
Não te peço que troques a cruz.
Ajuda-me a carregá-la!

Fonte: Paulinas Editora (www.paulinas.org.br)