Para Refletir

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segunda-feira, 14 de março de 2016

O poder da escolha


Praia do Furadouro, Ovar, Portugal, 05-2015
Sou grata por perceber que tenho escolhas. Posso perdoar em vez de ficar ressentida. Posso alimentar a humildade em vez do orgulho. Entregar em vez de controlar. Escolher amar em vez de recear. Ao invés do sofrimento escolher a felicidade. Posso escolher a gratidão em vez da auto piedade. Sou abençoada. Bem hajam.

Eu Sou
Carla Tavares
Terapeuta Multidimensional

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O sofrimento























Aprenda o valor do sofrimento para sua evolução, e não viva como se o objetivo da vida fosse o de sofrer. A dor é ferramenta, não estrada; e o sofrimento será sempre escolha sua!

Cigana Dara, 2016-02-04

domingo, 1 de novembro de 2015

Voar mais alto


"O pássaro que voará mais alto sempre é o que não desistiu de avançar mesmo com a ausência de espaço. Não se restringiu a uma aparência apagada. Não se encabulou pelo sofrimento. Quando não havia chance de sair dali, aproveitou a solidão para se conhecer. Quando não havia com quem conversar, aproveitou o silêncio para afinamentos… Só voará alto aquele que criou seu lugar um pouco por vez, aquele que formou sua virtude em segredo, aquele que não culpou a vida para se manter parado."
Fabrício Carpinejar

O sofrimento


"O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades." Vinícius de Moraes

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sofrer por Amor


Que podes fazer se a pessoa que te faz chorar tanto é a única que pode ajudar-te?

A pior forma de sentir a falta de alguém é estar sentado ao seu lado e saber que nunca a teremos. Devo sorrir porque somos amigos? Ou chorar porque nunca seremos mais do que amigos?

Nunca se deixa de querer a pessoa por quem realmente se esteve ou está apaixonado. Só se pode aprender a viver sem ela.

Não tens que me prometer a Lua... Bastar-me-ia que te sentasses comigo por um momento debaixo dela!



sexta-feira, 11 de março de 2011

O Sofrimento e a Superação do Sofrimento

«Viver é sofrer», postula-se num velho texto budista, o Pali Tripitaka, numa tradição tipicamente oriental, a que o Ocidente, e nomeadamente as antigas civilizações mediterrâncias, não são estranhas.

A Bíblia faz eco dessas tradições, em versos às vezes de grande beleza: «Como todos, ao nascer, respirei o ar comum. Como todos, caí numa Terra de sofrimento. Como todos, a primeira coisa que fiz foi chorar».

São juízos que, obviamente, reflectem directamente a nossa condição humana, e os males continuamente à espreita. O mal é o «tigre escondido, emboscado e pronto a matar os incautos», de que falam as escrituras budistas. Escondido no saco do acaso e da vida, sob a forma de doenças, acidentes infelizes da vida, ou as ameaças da morte, está sempre o sofrimento humano.

Naturalmente, a influenciar as avalições negativas da vida, não deixa de estar também a dicotomia entre os nossos sonhos e a nossa situação real, sempre muito distante desses sonhos. Somos mortais, mas temos sonhos de imortais, disse Séneca. «Ardemos de desejo de encontrar um terreno sólido para ultimar uma fundação segura onde construir uma torre que chegue ao Infinito. Mas todas as nossas infra-estruturas rebentam, e a Terra abre-se em abismos», considerou Pascal, aludindo à mesma dicotomia.

E no entanto, há sempre o outro lado... À nossa maneira, e dentro dos limites que a realidade e o acaso nos concedem, temos também a capacidade de negar o sofrimento. Dentro de nós vive uma teimosa força instintiva, expressa em sonhos, em optimismo, em vontade de viver e de ser feliz.

«Todos somos iguais no nosso desejo de sermos felizes e de ultrapassarmos o sofrimento» (Dalai Lama). E ainda que nunca definitivamente, muitas vezes conseguimo-lo, contra a lógica dos factos e de um mundo que segrega sofrimento e crueldade.

Para o conseguirem, os antigos filósofos gregos e romanos apostaram em filosofias de vida - que passavam pela amizade e por uma via de prazeres comedidos, no caso dos epicuristas, ou por atitudes perante a vida, recusando alimentar desejos materiais insensatos, e medos, ou criando em nós o convencimento de que vale a pena viver, no caso dos estóicos.

Cícero, um dos grandes expoentes do estoicismo antigo, expressa bem essa filosofia de vida, quando afirma: «É feliz o sábio que com moderação e firmeza está tranquilo e em harmonia consigo mesmo, não se consumindo com os males, futilidades e entusiasmos, nem se enervando por medo, nem ardendo de desejos e de cobiça.»

Mas há obviamente outras vias de negar o sofrimento, ou de o minimizar. A fé, por exemplo… A crença em Deus tem sido um bálsamo e uma fonte de conforto humano. «Alegrarmo-nos de Ti, em Ti e por Ti: isso é a felicidade. E não há outra», considerou Santo Agostinho, referindo-se a Deus.

Também a arte, tem sido para muitos seres humanos, uma fonte de beleza e de fuga a um mundo cruel «O papel da arte é tornar o nosso mundo habitável», proclamou William Saroyan. A arte é um bálsamo, num mundo sem alma, de outra forma insuportável, considerou Schopenhauer.

E há também, obviamente, a amizade («A amizade redobra as alegrias e corta os males em metades», diz Francis Bacon), e o amor («Apenas a alma que ama é feliz», diz Goethe).

São algumas das vias – talvez as mais importantes - de se chegar ao que pode ser a maior das nossas vitórias – a vitória, ainda que transitória e nunca definitiva sobre o sofrimento e a crueldade do mundo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Em Louvor das Crianças


"Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.

A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.

O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus. "

Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'