Para Refletir

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Permanecer com alguém por obrigação é morrer um pouco a cada dia






















Sinto uma pontada no peito cada vez que oiço esta palavra: obrigação. Chego até a suspirar. Ela tem uma densidade, uma carga opressora que pesa mais que um elefante. Só o facto de cumprir com uma imposição, seja ela qual for, acaba com o tesão de qualquer um. Mas até aí tudo bem, porque é impossível seguir somente as nossas vontades, fazer só aquilo que nos dá prazer. Então vamos levando, exercendo a parte chata da vida. Acostumamo-nos a responder mecanicamente às demandas da rotina, dos afazeres, dos compromissos. É normal (há quem pense!). Todos nós somos cumpridores dos nossos deveres. Mas quando o assunto é amor, Deus me livre do dever de amar.
Como é possível ser obrigado a amar? Não, não deveria ser possível. O amor é o sentimento mais bonito, mais forte e puro que existe. Quando se mistura, ele perde a essência e converte-se noutras coisas que nada têm a ver com amor. Posse, aprisionamento, carência, dependência, insegurança. Deixa de ser genuíno e grandioso. Despede-se da vontade do outro, do prazer da companhia, da paz, da saciedade, da segurança emocional.
Quando o amor vai embora parece que ele deixa um clone no seu lugar. A sua cópia fidedigna, tão semelhante e ao mesmo tempo tão diferente. As pessoas transformam-se na sombra do que foram um dia, vão chutando para a frente um sentimento lindo de outras épocas pela razão de ter sido especial, mesmo que o presente nada se pareça com o passado. No fundo, elas têm a esperança de que um dia acordem felizes e unidas como noutras épocas. Acreditam que é só uma fase, que a nuvem negra vai passar. Depois convencem-se de que o amor já não está mais ali, mas em memória do que ele já foi, permanecem na penumbra da obrigação de se amarem um ao outro.
É tão injusto que dois corações se aturem num compromisso de estarem juntos. Ficam ali, lado a lado, amargurados, avulsos mas amarrados, porque se prometeram e agora cumprem com a obrigação de uma felicidade forçada. Sem a menor vontade de amar, dizem “eu te amo” inanimados e automáticos, entre abraços frouxos e beijos secos. Vivem na lonjura de um mesmo teto, entre sorrisos contidos e olhares baixos.
Então o exercício de amar consome-se no dever chato, cansativo, tedioso. Pessoas unidas pelo compromisso e não pela vontade, alegrias superficiais e frustrações profundas, o sonho de ser feliz como antigamente e a realidade triste da solidão acompanhada. Ao mesmo tempo, a sensação de segurança que o compromisso traz e o medo de sair da zona de conforto para assumir a individualidade.
Já temos tantas obrigações! Que o amor não seja mais uma. Que ele perdure o tempo que for verdadeiro, que seja inteiro. Que estejamos unidos por querer e separados também.
Deus me livre da incumbência de amar, de ser feliz num faz-de-conta, da rejeição da minha companhia!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O que peço...























O que eu peço é que sejas sempre de verdade também.
Que me queiras assim, imperfeita e cheia de confusões.
Que saibas os momentos em que eu preciso de uma mão acariciando meu cabelo.
Que percebas que, às vezes, tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração.
Que vejas lá adiante uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceites que nessa estrada buracos sempre existirão.
CT

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O enamoramento























"O enamoramento faz das pessoas cegas e o amor faz ver. No enamoramento tenho uma imagem do outro sem que o conheça. Eu ainda não o vejo. Vejo um ideal, num duplo sentido. Quando se torna realidade, vê-se lentamente o outro, do jeito que ele é. Concordar com isso, com o outro como ele é, com sua grandeza e suas fraquezas, isso é amor! No enamoramento concordo com o outro do jeito que eu o imagino, não como ele é. Por isso, o despertar do enamoramento é a condição prévia para o amor".

Bert Hellinger, sobre enamoramento e o amor, em "A Fonte não Precisa Perguntar pelo Caminho".

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Alicerces























O que alicerça de fato um relacionamento são as afinidades (não podem ser raras), as visões de mundo (não podem ser radicalmente opostas), a cumplicidade (o entendimento tem que ser quase telepático), a parceria (dois solitários não formam um casal), a alegria do compartilhamento (um não pode ser o inferno do outro), a admiração mútua (críticas não podem ser mais frequentes que elogios), e principalmente, a amizade (sem boas conversas, não há futuro). Compatibilidade plena é delírio, não existe, mas o amor requer ao menos uns 65% de consistência, senão o castelo vem abaixo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Relacionamentos anteriores


"Relacionamentos anteriores atuam dentro do relacionamento atual, é importante saber que é assim. Exatamente aqui muitas vezes vemos um exemplo de exclusão. Se o relacionamento anterior é reconhecido, e o amor que existiu também, o novo relacionamento tem uma chance maior.
Uma criança do segundo relacionamento, geralmente representa o parceiro anterior. Se houver um aborto no relacionamento anterior, essa criança também será representada por uma criança do relacionamento posterior. A criança não pode fazer nada para evitá-lo e está entregue a esse comportamento. Apenas os pais podem."
Bert Hellinger

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

UM ABRAÇO DE CARINHO VALE MAIS DO QUE QUALQUER PRESENTE

Um abraço nu aquece a alma, nos recolhe e nos encoraja, nos sacode, aquece a nossa pele e nossa casa. Por isso um abraço sincero vale mais do que qualquer outra oferta. E esse abraçar as pessoas que amamos é o que realmente fazem com que se sintam especiais, únicas e sortudas.

Ler mais aqui: http://thesecret.tv.br/2015/10/um-abraco-de-carinho-vale-mais-do-que-qualquer-presente/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Por falar em roupa, ou falta dela...


"A roupa mais bonita que uma mulher pode vestir são os braços do homem que ela ama."
Yves Saint Laurent

domingo, 20 de dezembro de 2015

NÃO MANDE NUDES, MANDE ROSAS!

"Precisamos do amor para nos sentirmos vivos, precisamos da paixão para seguirmos em frente sem sucumbir, precisamos de carinho para suportar o peso do cotidiano em nossas vidas."

Link do artigo: http://thesecret.tv.br/2015/12/nao-mande-nudes-mande-rosas/

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Um laço



“Como é engraçado!… Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço. Uma fita dando voltas? Se enrosca, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer lugar onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso… Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço.”

Mário Quintana

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Egoísmo, como viver com ele…

O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar os seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. (Fonte: wikipedia)

E porque motivo o egoísmo é uma praga em qualquer relacionamento? Porque ele é totalmente oposto ao significado de amar, que em resumo é doação. Amar é colocar a dedicação ao outro sempre antes do próprio interesse. Quem realmente sabe amar entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria.

Logo, uma pessoa egoísta não é capaz de demonstrar amor, não é capaz de cuidar do ser amado, muitas vezes abandonando-o por causa das suas próprias necessidades e vontades. Claro, que como outras pragas como o ciúme, existem níveis de egoísmo normais e prejudiciais.

O grande problema surje quando duas pessoas completamente opostas se apaixonam. Uma delas é uma amante potencial (no sentido de saber amar, saber doar) e a outra é extremamente egoísta e só pensa no seu próprio bem estar. Parece que a incompatibilidade é eminente e que duas pessoas tão diferentes jamais conseguirão ficar juntas.

Se neste momento você identificou a sua relação com este cenário, muita calma! Em nenhum momento eu disse que essas pessoas não podem ser felizes juntas, apenas que o percurso a ser percorrido é mais tortuoso, íngrime e com maiores obstáculos. Mas chegar ao destino depende da vontade de ambos, de muito treino, paciência e persistência.

Estar com uma pessoa egoísta é uma tarefa difícil. Sentir-se desprezada e sem importância deixa qualquer um sentindo-se um nada. Vale a pena? Quanto tempo uma pessoa em sã consciência aguenta tanta falta de atenção, carinho e cuidado? Será que apenas o amor que sente é suficiente para lidar com uma pessoa egoísta?

Cabe a cada um responder a essas perguntas. Seu(sua) parceiro(a) que é egoísta sabe e aceita esse defeito e tem vontade de ser diferente?

Se a resposta for sim, vocês terão grandes hipóteses de sucesso, afinal o primeiro passo para uma mudança é a auto aceitação das dificuldades e defeitos. Só de você saber que ele(a) quer ser melhor e quer aprender a amar já é suficiente para te dar energia para caminhar todo o trajeto junto dele(a).

Porém, se a resposta for não, a possibilidade de brigas para o resto da vida e de uma desilusão é grande. Quem sabe amar e doar-se sofre por não receber o mesmo do(a) companheiro(a). E imaginar que a pessoa não aceita e não quer mudar é penoso e prejudicial para a vida a dois.

Portanto, assim como o ciúme, o egoísmo pode acabar aos poucos com um amor.

Se você sabe que é uma pessoa egoísta tente ser diferente, aprenda a amar; você não precisa ser um Don Juan, mas apenas respeitar as necessidades do outro vai fazer o seu relacionamento durar muito e ser forte.
Se você tem uma pessoa egoísta ao seu lado, tente mostrar-lhe o quanto você sofre e o quanto ela te magoa; e se mesmo assim ela não quiser mudar, a escolha da sua felicidade estará nas suas mãos.

CT


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Homem Ideal

"Sabe aquele homem ideal que você sempre sonhou? Aquele que você idealiza desde que se entende por gente, que ficava juntando o que tem de mais bonito em cada ator de novela para tentar imaginar o seu rosto? Sabe aquele que você sente que está por aí, em algum lugar, te procurando, predestinado a te encontrar, a te entender, a te conquistar, a te completar e te fazer a mulher mais feliz do mundo? Sabe? Eu sei que você sabe!"

http://www.sabiaspalavras.com/o-homem-ideal/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Companheirismo

Muita gente está assustada com a possibilidade de se envolver e perder a liberdade conquistada.


Se queremos viver um relacionamento gostoso, porém verdadeiro, seja no casamento, namoro, ou em poucas horas, devemos aprender a aceitar-nos como somos e olhar para o companheiro como um caminho para o crescimento. Estar com alguém plenamente é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no íntimo.

Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma no qual, cada um de nossos movimentos é mostrado, sem a mínima piedade. E é aí que começa o inferno… Ao invés de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro “eu”, tenta-se quebrar o “espelho”. Como? Fugindo da intimidade, culpando o outro, e desacreditando o amor.

Viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas é a maior oportunidade de entrar em contacto consigo mesmo. Começamos, então, a capacitar-nos para o amor. A única forma de amar é procurando a sinceridade.

Temos de redescobrir a naturalidade do relacionamento amoroso. As pessoas precisam de ter interesse genuíno no outro.

Todas as maneiras de amar devem ser naturais. Quem estuda demais o outro, “mata” a possibilidade de amar alguém. O mundo é feito de absurdos e encontros, os absurdos fazem parte, porém, devemos entender que é possível ser feliz, acreditando dia-a-dia na naturalidade dos sentimentos.

Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação; e ele respondeu: “Um cachorro”. Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou: “Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d'água. Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida.

O cachorro, então, fez cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo e a imagem o arremedou. Então, ele fugiu de medo e ficou observando, durante longo tempo, a água. Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente.

Num dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção à água, atirou-se nela e saciou sua sede. Desde então, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado. E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim. Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contacto com minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com imagens que eu ficava projetando nos outros”.

Esse é o ingrediente básico para o amor, o autoconhecimento. Projetar os nossos desejos ou as nossas “fobias” no outro, apenas causa uma relação de dependência ou doentia, como o desenvolvimento do ciúme ou competição.

CT

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Fim de Uma Relação


“Que seja eterno enquanto dure”, diz nosso querido Vinícios de Morais.


Sabemos que tudo tem início e fim, mas na hora H, dói. Separar faz romper não só com o outro, mas com algo dentro de nós que fez amar o outro.

Na realidade rompemos connosco, projetando no outro que amamos um dia.

É uma loucura a nossa psique; daí, loucura, as relações humanas.

Quase sempre pensamos que o outro rompeu connosco. Na realidade esquecemos os jogos que fazemos para o outro romper connosco. Isto mesmo. Elegemos as separações para nos libertarmos de algo que nos escravizava.

O fim de uma relação pode ser uma boa altura para uma reflexão sobre nós mesmos. Tempo para caminhar ao nosso lado e nos fazermos amigos deste que muitas vezes deixamos de lado: o Eu.

Fim de uma relação, muitas vezes, é um ato de coragem. De dizer não às rotinas, às brigas, às mesmices, sem medo de sair do comodismo de se abrir a novos encontros.

Romper pode ser início de união do si-mesmo com o ego. Do eu comigo mesmo.

A dor no início da separação faz parte do ritual do desapego. Diz Nietzsche: "O que não nos mata, nos fortalece". A dor pode fortalecer, pois nos coloca diante da angústia existencial. Por que não podemos sentir dor? Ela faz parte dos que pensam. Fugir da angústia empobrece nossa alma. Somos seres da angústia.

Pensar no ficar sozinho, na liberdade de ir e vir, nas múltiplas implicações do fim da relação pode ser um belo exercício de autonomia. Ai, quantas coisas boas e ruins num só ato de vida.

O fim de uma relação é vida acontecendo. Coisas de gente que se permite ir fundo no amar e odiar. Enfrentar a luz e a sombra. Morrer e nascer.

O bom de tudo é que o tempo passa e tudo começa outra vez. Uma nova paixão chega; por outro ou por outras coisas. E o riso vem, mostrando que aquilo que parecia trágico era apenas um pequeno ponto do oceano da vida!