Para Refletir

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domingo, 3 de abril de 2016

Abraça-me






















Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram. Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos.
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que dele fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.


Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O melhor do abraço


Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

Ana Jácomo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Se um homem soubesse...


Se um homem soubesse o poder que o seu abraço tem ao acolher uma mulher, a segurança que ela sente, todas as melhores coisas que passam na sua mente, o quanto ela se entrega... Se ele desconfiasse que naquele momento ele tem-na inteira, completa, repleta de uma felicidade extrema. Será que ele se manteria ali por mais alguns segundos? Será que a pressa de um abraço seco se tornaria próximo do que uma mulher sente? Será que ele entenderia que essa coisa tão simples, tão gratuita, dentre muitas coisas no mundo é o que a gente mais precisa, é o que nos abriga, é o que dá paz ao nosso sono?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Abraço


Quero um abraço feito laço, de quem vê minha presença como um presente!
CT

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Só assim vale a pena viver


"No meu caminho o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero. Por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir. Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento. Se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você. Afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver. Viver com emoção, com verdade".Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ABRAÇO DE FILHO


Abraço de filho deveria ser receitado por médico.
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.
Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.
E nada como o abraço de um filho...
Abraço de "Eu amo você". Abraço de "Que bom que você está aqui". Abraço de "Ajude-me".
Abraço de urso. Abraço de "Até breve". Abraço de "Que saudade!"
Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.
Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.
E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.
Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.
O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.
Se a alta tecnologia - mal aproveitada - nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.
Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.
Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.
O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.
É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.
E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.
Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.
E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.
Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.
Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.
Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.
Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?
Aprendamos a abraçar com o pensamento.
O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.
São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.
Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.02.2012.

Vais-te embora


Alguém me disse que te ias embora, mas não era ir e voltar a seguir. Levavas na mão uma mala de viagem e estavas com ar de quem sabia muito bem para onde ir. Não aguentei e fui à tua procura. Ganhei coragem, respirei fundo, e puxei-te para um canto. Tu vais para onde? Respondeste-me o que eu temia ouvir: Tu sabes para onde vou, já devia ter ido há mais tempo. Sem me conseguir reprimir, os meus olhos cobriram-se de água perturbando a visão. Agarrei-me a ti, e, com medo de te perguntar com quem ias, consegui dizer: Vais com ele? Vou. Abraçaste-me e ficámos assim fotografados o tempo apenas necessário. Estavas pronta para ir quando te pedi que ficasses. Respondeste: Não é agora que consigo fazer o que antes não fiz. Deixei-me escorregar pela parede, as pernas a tremer, perdidas as forças que me mantinham em pé. Chorei, chorei tanto. Tu agarraste-me mais uma vez, olhaste-me nos olhos, encostaste-te a mim e beijámo-nos. Talvez tenha sido esse o beijo que não demos na despedida que não tivemos. Eu tinha o coração na boca e chorava como uma criança. Voltaste a abraçar-me e ordenaste: Acalma-te. Eu ainda aqui estou. Eu ainda não parti.

Pedro Paixão

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Quero...


Tela: Desejo em Espiral (segunda obra), Rose Canazzaro
Quero um abraço feito laço, de quem vê minha presença como um presente!
CT

domingo, 18 de outubro de 2015

O abraço de um homem


Gogalniceanu Carolina: A dream for two, 2013 Oil Painting
Se um homem soubesse o poder que seu abraço tem ao acolher uma mulher, a segurança que ela sente, todas as melhores coisas que passam em sua mente, o quanto ela se entrega. Se ele desconfiasse que naquele momento ele a tem inteira, completa, repleta de uma felicidade extrema. Será que ele se manteria ali por mais alguns segundos? Será que a pressa de um abraço seco se tornaria próximo do que uma mulher sente? Será que ele entenderia que essa coisa tão simples, tão gratuita, dentre muitas coisas no mundo é o que gente mais precisa, é o que nos abriga, é o que dá paz ao nosso sono?

Cáh Morandi

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Eu sou aquela



"Porque eu sou o tipo de pessoa que acredita em pessoas, sentimentos verdadeiros e em sorrisos bem dados. Sou o tipo de pessoa que acredita que a gentileza abre portas, que o abraço cura, que mãos entrelaçadas esquentam. Sou aquela que não foge da chuva, que não se importa de errar a rua, que senta debaixo de um céu estrelado só para admirar a lua."

Michelle Trevisani

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O que nos leva a escolher uma vida morna?

“O que nos leva a escolher uma vida morna? A resposta está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia!", quase que sussurrados.”
Luís Fernando Veríssimo

sábado, 12 de setembro de 2015

O tempo...

Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços, só o nosso valerá a pena.
CT