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domingo, 13 de março de 2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

domingo, 4 de outubro de 2015

Tudo o que somos

"Tudo o que sabemos sobre nós mesmos é a opinião dos outros. Eles dizem “você é bom”, e achamos que somos bons. Eles dizem “você é bonito” e nós achamos que somos bonitos. Eles dizem “você é mau” ou feio... tudo o que as pessoas dizem a nosso respeito nós continuamos colecionando. Isso se torna a nossa própria identidade, mas é completamente falso, porque ninguém pode conhecer você – ninguém pode saber quem você é a não ser você mesmo. Tudo o que as pessoas conhecem são aspectos e esses aspectos são muito superficiais. Tudo o que elas conhecem são humores momentâneos; as pessoas não podem entrar no seu âmago. Nem mesmo a pessoa amada pode penetrar no verdadeiro âmago do seu ser. Ali você é completamente só…e somente ali será possível saber quem você é."
OSHO


domingo, 27 de setembro de 2015

De tanto ser, só tenho alma.

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."
Fernando Pessoa, in "Não sei quantas almas tenho".
Photo: Le Anh Tuan.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Quem quiser nascer

"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo; destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente cómodo e seguro da infância para a consequente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser." Herman Hesse, em "Demian"


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Meu espelho

“Já há muito que não me esforço para que as pessoas gostem de mim. Sou como sou e não procuro agradar a ninguém. Também não faço por desagradar ou importunar, porque toda a tentativa de querer magoar alguém faz com que venha a receber aquilo que antes provoquei. Vivo a minha vida com a consciência de que agrado a uns e desagrado a outros, sem que tal evidência me faça no entanto mudar de atitude diante de todos e qualquer um. Em tempos, lutei contra uma enorme necessidade de aprovação que me aterrorizou durante anos pela hipótese de poder vir a ser rejeitado ou desamado. Através da decepção, percebi que a única aprovação de que necessito é da minha. Através da consciencialização das minhas intenções, comecei a fazer apenas aquilo que procedia da verdade que quem eu sou. É uma tarefa difícil, mas mesmo assim propus-me levá-la a cabo apenas em meu nome e não no de mais ninguém. Até pode parecer estupidez, mas se Deus falasse comigo agora, tenho a certeza de que me diria que já não me reconhecia por tudo aquilo que mudei em mim. Eu dir-Lhe-ia que há muito que apenas desejava ser arrojado nas minhas decisões mais firmes. Não duvido um segundo que sorriríamos um para o outro, num desses sorrisos de cumplicidade cada vez mais raros entre deuses e pessoas, e que eu saberia de imediato que querer apenas o amor dos outros é o mesmo que dizer que não fui feito para escolher aquilo que mais gosto de fazer por mim próprio.”

José Micard Teixeira

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MASLOW PREVIU A MUDANÇA

Por Owen K. Waters
15 de Abril de 2012

Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo que se tornou conhecido pela sua hierarquia das necessidades humanas. Quando ele desenvolveu a sua teoria nos anos 50, ele previu a transformação da humanidade em um reino de transcendência espiritual, mas não tinha ideia de quão breve isto iria se transformar em um grande movimento.

A hierarquia das necessidades humanas de Maslow mostra que as necessidades humanas básicas têm que ser satisfeitas antes que as pessoas possam atender às necessidades e valores mais elevados.

Primeiro, as necessidades fisiológicas básicas da alimentação e do abrigo devem ser supridas a fim de assegurar a sobrevivência.

Segundo, uma vez que o alimento e o abrigo sejam obtidos, a segurança e a proteção devem ser alcançadas.

Terceiro, a aceitação pelos outros é procurada, em ambos os sentidos: tanto social, quanto pessoal. Para satisfazer esta necessidade de “pertencer”, as pessoas se tornam parte de um grupo, uma tribo, de uma família ou comunidade.

Quando estas necessidades externas são satisfeitas, então o indivíduo trabalha para adquirir o respeito próprio. O reconhecimento pelos outros produz a autoestima.

Uma vez que estas necessidades externas são preenchidas, a necessidade interna dirigida para a autorrealização entra em jogo. A Autorrealização significa se tornar o melhor que a sua personalidade pode ser. As pessoas autorrealizadas incluem aquelas que alcançaram a abundância material, e também aquelas que, como uma decisão do poder pessoal, escolheram a simplicidade e não a busca de mais abundância. Em algum momento, quando uma pessoa diz “Isto é o suficiente”, para a busca interminável da segurança financeira adicional, então elas se tornam livres para realizar qualquer coisa que inspire mais a sua alegria interior.

A autorrealização é alcançada depois que o indivíduo deixa de ter deferência à autoridade hierárquica e amadurece na habilidade de criar as suas próprias regras de responsabilidade pessoal. A personalidade pessoal é sempre mais poderosa e eficaz do que qualquer sistema de regras impostas. Por exemplo, vocês podem ameaçar punir alguém se ele roubar e espera que a ameaça funcione. Mas uma pessoa auto-responsável simplesmente não iria roubar, porque ela sentiria empatia pela perda que uma suposta vítima sentiria. Ela simplesmente não teria a coragem de fazer isto a outra pessoa.

É uma questão de aumento de maturidade. Quando uma pessoa abandona as imposições de autoridade externa e se torna a autoridade auto-dirigida, então ela se torna muito mais funcional no mundo. Isto é, de fato, um estado mais elevado de consciência, que proporciona uma maior visão da consciência. A partir desta perspectiva expandida, ela pode ver claramente que, como um indivíduo, pode servir melhor à humanidade.

Neste estado de consciência, a pessoa adquire a habilidade de pensar e de analisar as situações de forma independente. Como resultado, soluções novas e criativas vêm à mente. Ela tem a autoestima suficiente para ser capaz de ver claramente as suas próprias necessidades, habilidades, pontos fortes e fracos, e a partir disto, ela vê onde pode ser mais útil à humanidade.

Uma vez que as necessidades básicas sejam satisfeitas, os próximos valores a requererem atenção se referem a ser. O primeiro destes valores é a autorrealização, que é a necessidade instintiva de um ser humano aproveitar ao máximo as suas capacidades únicas.

Acima disto, Maslow colocou a transcendência, que ele considerou como um valor espiritual. As universidades tradicionais tipicamente presumem que as questões espirituais estão além da compreensão dos seus estudantes, assim eles apresentam a hierarquia das necessidades humanas de Maslow de forma diferente. Elas a apresentam com a autorrealização como o objetivo humano primordial, e omitem o estágio da transcendência.

Os valores de ser da autorrealização e da transcendência são os aspectos mais elevados e mais belos da consciência humana. Eles incluem o amor incondicional, o altruísmo, a alegria interior, o amor à natureza, o desenvolvimento da intuição (em homens e mulheres), o idealismo e um senso de sabedoria que surge do interior. Estas habilidades desenvolvem as funções da criatividade e da intuição no cérebro direito.

Nos anos 50, Maslow acreditava que somente 2% da população tinham alcançado a autorrealização. Nos meados dos anos 60 mudou tudo isto, quando as massas de pessoas começaram a busca pelos valores mais elevados, tais como o amor incondicional e a sabedoria espiritual. Hoje em dia, este grupo de pessoas progressivas se desenvolveu de 2% para mais de 20% e está aumentando a cada ano.

A Mudança não é um subproduto temporário da geração baby boom, ou qualquer outra geração da cultura moderna. Não é uma moda passageira. Isto não irá desaparecer. É uma pressão cósmica que está se revelando e aumentando incansavelmente na frequência de toda a consciência no planeta.

É parte do plano do Ser Infinito que avancemos para a próxima fase da realização humana consciente. A Mudança é, colocada de forma bem simples, a mais maravilhosa transformação no registro da História. É onde a humanidade irá construir, literalmente, o Céu na Terra.

Owen Waters é o autor de Love, Light Laughter: The New Spirituality, disponível em livro impresso ou como e-book em: http://www.infinitebeing.com/ebooks/love.htm

Fonte: http://www.infinitebeing.com/
Tradução: Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br

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