Para Refletir

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mensagem para os pais que usam os filhos como arma de arremesso para atingir a mãe deles… ou v.v.


Nenhuma relação que é imposta, recorrendo à força e à mentira, dará bons frutos.

Nem sempre acontece, mas qualquer pai deveria fazer a sua vida em função dos seus filhos. Pelo contrário, muitos pais vêm exigindo que os fihos façam a vida deles em função da sua. Não pode ser! As crianças não são meros objectos que um pai leva e traz e usa a seu belo prazer! Infelizmente conheço bem esta realidade! E lamento pelos meus filhos, que mereciam melhor sorte!

Ser pai é mais do que gerar um filho, mais do que transmitir os seus genes para a posteridade; antes é uma missão, a missão de ensinar os seus filhos a serem melhores, e melhores que nós mesmos. Fazer um mundo melhor, mais humano, mais justo. Cada atitude é mais do que um simples falar, é uma lição de vida, de carinho e de amor.

Ser pai é dar muito valor à mãe dos seus filhos; não poderíamos ser pais sem as mães; a mãe é tão importante que Deus quando trouxe o seu próprio Filho, pediu a ajuda de uma mulher para poder gerá-lo. É lembrar das suas dores e do seu esforço durante nove meses; seria importante que todos os pais se lembrassem do amor de uma mãe pelos seus filhos.

Ser pai é estar presente, ser presente, custe o que custar: dinheiro, esforço, tempo.

A prioridade de um pai com um mínimo de sensatez é assegurar uma educação de qualidade para o filho.

Ser pai é estar sempre atento aos ensinamentos deles, por mais dolorosos que sejam. São eles que nos mostram as dores e delícias da maturidade, após serem vítimas, tantas vezes, da nossa imaturidade.

Ser pai e ser mãe é ter muito amor para dar: é privar-se de alguma coisa para que o filho tenha mais; é renunciar a um passatempo para se ocupar do filho; é passar a noite em claro porque o filho sofre; é ajudar o filho quando se chega muito cansado; é aceitar diminuir para que o filho possa crescer; é deixar de ser para que o filho seja… Ser pai e ser mãe é amar!

SONETO DA SEPARAÇÃO


SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Vinicius de Moraes

PROCURA-SE UM AMIGO

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

(Vinícius de Morais)

AMIGOS SÃO COMO MÚSICA

Entram na vida da gente e deixam sinais.
Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Como os ataques de guitarras e metais presentes em
cada clarão da manhã.
Amigo é a pessoa que está ao seu lado
e você vai descobrir, olhando fundo,
que há uma melodia brilhando no disco do olhar.
Procure escutar.
Amigos foram compostos para serem ouvidos, sentidos, compreendidos, interpretados.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força
do instante em que foram criadas, para tocarem
suas próprias vidas com toda essa magia de serem músicas.
E de poderem alçar todos os voos,
de poderem vibrar com todas as notas,
de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que a eles foi dado pelo Compositor.
Amigos são músicas como VOCÊ.
Amigo tem que fazer sucesso.
Mesmo que não estejam nas paradas.
Mesmo que não toquem no rádio.

(Desconheço o Autor)

Green Cork - as suas rolhas pela nossa floresta

Caros Amigos, por ser muito didáctico, entendo dever ser difundido.

RECICLAR é tão racional e civilizado como não deitar pastilhas elásticas no passeio ou no chão do centro comercial... Mas a nossa população não entende isso; e continuamos a ver o chão de mármore dos espaços públicos cheio de rodelas pretas de pastilhas cuspidas no chão... só para não ter o incómodo de esperar até passar por um caixote do lixo, ou guardar a pastilha num papelinho até chegar a casa.

E agora assistam a este vídeo, ou não tivesse eu crescido neste meio...!
Amigos, digam o que disserem, não há nada que chegue a uma ROLHA DE CORTIÇA NATURAL!

Green Cork - as suas rolhas pela nossa floresta.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um pequeno conto budista

Este é um conto Budista sobre a natureza humana e sobre as relações.



Vinte monges e uma freira, que se chamava Eshun, estavam a praticar meditação com um Mestre Zen.

Eshun era muito bonita apesar da sua cabeça rapada e das suas roupas simples. Muitos dos monges, secretamente, apaixonaram-se por Eshun. Um deles escreveu-lhe uma nota de amor, insistindo com ela para se encontrarem secretamente.


Eshun não respondeu. No dia seguinte, o Mestre deu uma palestra ao grupo. Quando terminou, Eshun ergueu-se. Dirigindo-se directamente a quem lhe tinha escrito a nota ela disse: "Se de facto me amas, vem e abraça-me agora."


O monge não se mexeu.



Esta história é simples mas representa uma verdade absoluta da natureza humana. Nós crescemos e "aprendemos" a ter vergonha das nossas emoções. Quando confrontados com os nossos desejos mais pequenos, as pequenas confusões desvanecem-se e dissipam-se. Na verdade, confundimos o que é amor, desejo ou obsessão. Cabe a nós, como adultos, "desaprendermos" para que nos consigamos focar naquilo que de facto importa. Focarmo-nos na verdade das emoções, nos seus significados, no impacto que têm nos outros. Só assim conseguiremos percorrer o caminho que nos faz verdadeiramente felizes.

Pensamento do dia

"Todas as grandes asneiras tinham por trás as maiores das boas vontades." Oscar Wilde